quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O começo de tudo.


Segundo a Wikipédia:

"A Belle Époque (expressão francesa que significa bela época) foi um período de cultura cosmopolita na história da Europa, que começou no fim do século XIX, com o final da Guerra Franco-Prussiana, em 1871, e durou até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914. A expressão também designa o clima intelectual e artístico do período em questão. Foi marcada por profundas transformações culturais que se traduziram em novos modos de pensar e viver o cotidiano.

É considerada uma era de ouro da beleza, inovação e paz entre os países europeus. Enquanto novas invenções tornavam a vida mais fácil em todos os níveis sociais, a cena cultural estava em efervescência: cabarés, o cancan e o cinema haviam nascido, a arte tomava novas formas com o Impressionismo e a Art Nouveau. A Belle Époque foi representada por uma cultura urbana de divertimento, incentivada pelo desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte, os quais aproximaram ainda mais as principais cidades do planeta.

Seu início praticamente coincide com a instauração da Terceira República Francesa (início 1870), um período caracterizado pelo otimismo, a paz regional e prosperidade econômica, além de inovações culturais, científicas e tecnológicas. No clima do período, especialmente em Paris, as artes floresceram. Muitas obras-primas da literatura, música, teatro e artes visuais ganharam reconhecimento. Foi nomeada, em retrospecto, quando começou a ser considerada uma "Idade de Ouro", em contraste com os horrores da Primeira Guerra Mundial."

Vale lembrar que estamos em seu ano um, recolhendo os cacos e cuidando das feridas do estrago causado pela Guerra Franco-Prussiana:


E, ao mesmo tempo, há a euforia do vislumbre de dias melhores.
Ainda há a miséria e o desabastecimento entre as classes mais modestas, que atuam em sua maioria em pequenos estabelecimentos, empresas familiares, ou em atividades duvidosas. A clandestinidade não tem nome; pois muitas vezes é o único meio de obter o desejado, ou diferente, ou incomum.
Mas ainda assim, a vida segue, e todos tentam ser felizes ao seu jeito. A boemia se abateu com a guerra, mas nunca morreu...e é o que mantém a alma popular acesa; seja nas justas aquáticas, nos homens do Savate, nos braços de um consorte temporário de um bordel qualquer ou nos porões de teatros improvisados.


Links com textos adicionais:
- França - Sociedade e Cultura na Terceira República (inglês):  https://www.britannica.com/place/France/Society-and-culture-under-the-Third-Republic

- No Museu do Exército, a herança parisiense da guerra de 1870 e da “Commune”: https://leblogdoperol.com/2017/06/14/no-museu-do-exercito-a-heranca-parisiense-da-guerra-de-1870-e-da-commune/

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